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Marketing Inclusivo: uma ação para todos
Durante anos as empresas usaram imagens aspiracionais para vender produtos, mas agora, um número crescente de consumidores prefere publicidade autêntica, que não apenas representa o mundo ao seu redor, mas que também está alinhada com seus valores. É aí que entra o Marketing Inclusivo.
As marcas começaram a entender que é preciso lançar um olhar abrangente sobre o público consumidor, em vez de criar campanhas baseadas em estereótipos únicos e ultrapassados.
Continue a leitura e saiba tudo sobre o Marketing Inclusivo!
O que é marketing inclusivo?
O marketing inclusivo refere-se às mensagens, pessoas, processos e tecnologias que permitem que grupos marginalizados ou sub-representados vivenciam e se conectem plenamente às marcas.
Ele considera todas as facetas e camadas da identidade de uma pessoa, como tom de pele, identidade de gênero, idade, orientação sexual, tipo de corpo, etnia, cultura, idioma, religião/espiritualidade, capacidade física/mental, status socioeconômico e mentalidade.
Esse tipo de ação reconhece e eleva diversas vozes e histórias, criando campanhas mais respeitosas e significativas, que dissipam estereótipos prejudiciais, ao invés de perpetuá-los.
Da perspectiva dos negócios, o marketing inclusivo permite que as empresas expandam seu alcance e encontrem novos consumidores. Para os clientes existentes, é uma chance de se conectarem em um nível mais profundo, desenvolvendo sua lealdade à marca.
Recentemente, Heidi Zak, CEO da Third Love, marca de roupa íntima americana famosa por suas campanhas com foco na diversidade, publicou uma carta no New York Times com considerações relacionadas à inclusão:
“Acreditamos que o futuro está construindo uma marca para todas as mulheres, independentemente de sua forma, tamanho, idade, etnia, identidade de gênero ou orientação sexual. Isso não deve ser visto como inovador, deve ser a norma … E, por favor, pare de insistir que a inclusão é uma tendência."
Clique aqui para ler a matéria completa.
Chamar a inclusão de tendência pode realmente parecer redutivo, mas não há dúvida de que a inclusão é mais importante do que nunca entre os consumidores de hoje, e algumas marcas como a Third Love, Dove, e Ikea estão conquistando respostas positivas e fãs leais ao abraçar o movimento.
"Testemunhamos em primeira mão como as pessoas adotaram coletivamente marcas que representam algo que tenta tornar o mundo um lugar melhor e que se concentram na inclusão, em vez da exclusividade.", diz Ra'el Cohen, diretora de criação da Third Love.
A verdade é que o que funcionou 30 anos atrás não está funcionando hoje em dia, pelo simples fato de que as pessoas mudam, e hoje elas esperam mais das marcas que apoiam.
Porém, nem sempre é fácil fazer isso da maneira correta.
Uma campanha inclusiva leva tempo, esforço e cuidado para ser bem-sucedida. E não se trata apenas de escolher a imagem certa ou criar uma frase de impacto. Trata-se de fazer um esforço sólido para incluir, representar e atender adequadamente pessoas diferentes.
Veja como algumas empresas conseguiram promover o marketing inclusivo em suas campanhas e ações.
3 ações de marketing inclusivo para se inspirar
Vá além da aparência
Em uma publicação do ThinkWithGoogle de 2018, Lorraine Twohill, Chefe de Marketing da empresa, revelou que a gigante da tecnologia mergulhou profundamente em uma análise para determinar o nível e a qualidade da diversidade em suas campanhas.
"Nossas imagens tinham muita diversidade racial. Mas todo mundo parecia que trabalhava com tecnologia e vivia em um bairro urbano moderno.", declarou Twohill.
Para resolver problemas relacionados à deturpação ou sub-representação de diferentes origens, o Google lançou um curso de treinamento para lidar com a diversidade e inclusão em suas campanhas.
Como resultado, a empresa começou a lançar propagandas mais instigantes, como um comercial do Pixel 2 chamado "The Picture-Perfect Life", que mostra fotos reais de usuários do Google Pixel de diferentes origens, além de abordar o difícil tema da doença mental.
No comercial, o Google pretende mostrar que embora alguém possa parecer feliz em fotos ou vídeos, pode estar sofrendo com problemas sérios, como depressão.
Essa campanha gerou discussões e milhares de compartilhamentos online, provando que o consumidor moderno está atento a marcas que abordam temas delicados e que não têm medo de provocar o debate e a conscientização.
No mesmo ano, o Google abriu uma plataforma colaborativa, chamada Creatability, que convida desenvolvedores a criarem ferramentas que, por meio de inteligência artificial, trazem soluções de usabilidade para portadores de necessidades especiais.
Inspire-se em seus clientes reais
Um dos primeiros lugares para procurar inspiração pode e deve ser a sua base de clientes reais.
Recentemente, chamou a atenção da Microsoft que crianças com certas deficiências físicas estavam tendo dificuldade em jogar videogame com os controles tradicionais.
Para mudar essa realidade, a empresa começou a trabalhar em um controle alternativo que incluía touchpads em vez de botões e cores brilhantes para os deficientes visuais.
Além disso, abriram um canal de comunicação em que pessoas com deficiência que ainda não conseguem usar o controle podem escrever solicitando personalizações.
O lançamento desse produto foi feito por meio do comercial intitulado "We All Win", que mostra até onde a empresa está disposta a ir para ajudar clientes e prospects com habilidades diferentes.
No anúncio, várias crianças com deficiências físicas se apresentam e falam sobre o quanto amam os videogames e como isso os ajuda a se relacionar com seus amigos.
Entenda a inclusão como algo bom para todos
Feito com bom senso e dedicação, o marketing inclusivo atrai novos clientes, fortalece a relevância da marca e impulsiona as vendas.
Descubra consumidores mal atendidos pesquisando por informações demográficas e prestando atenção aos comentários e feedbacks do seu mercado-alvo.
Inclua pessoas com deficiência, isso faz bem para elas e para a sua empresa. Embora esse público seja incrivelmente sub-representado no marketing moderno, 66% dos consumidores comprariam bens e serviços de uma empresa que apresenta e contempla pessoas com deficiência em sua publicidade.
Nas redes sociais é crescente o número de marcas que, em suas postagens, começam a exibir a frase #PraCegoVer, seguida da descrição detalhada da imagem.
A proposta é oferecer uma descrição da foto do post, a fim de que as pessoas que não enxergam possam ter ideia do que está sendo mostrado.
Esse tipo de ação parece básica, certo? Mas não é.
Embora se tenha evoluído bastante na representação de pessoas com diferentes características e preferências, o mercado ainda está engatinhando no que diz respeito a considerar indivíduos com diferentes capacidades físicas e mentais em seus produtos, serviços e campanhas de marketing.
Por isso, dedique algum tempo aprendendo sobre os desafios enfrentados por pessoas com desenvolvimento atípico. Concentre-se em temas de empoderamento e inclusão e evite mensagens subjacentes que implicam limitações.
A Copag quer estar ao alcance de todos e chegar ao maior número de lares possíveis, onde qualquer tipo de deficiência pode ser esquecida, mesmo que por apenas um instante, por meio dos jogos de cartas.
Para fazer isso, a empresa desenvolve baralhos personalizados, como o Baralho 139 em Braile, usado durante um campeonato de truco para deficientes visuais.
É verdade que a inclusão é boa para todos, porém, mais do que isso, ela é necessária para o nosso avanço e melhoramento como sociedade.
