Três pessoas rindo e comendo Três pessoas rindo e comendo
Copag > Blog Copag > A Copag > Solidariedade mundial: baralhos e jogos de Cartamundi ajudam comunidades a enfrentar crise da COVID-19.

Solidariedade mundial: baralhos e jogos de Cartamundi ajudam comunidades a enfrentar crise da COVID-19.

11.08.2020

Compartilhar em:

Linkedin Facebook Twitter Whatsapp
Voltar ao BlogVoltar ao Blog
Tag curiosidade A Copag

Durante a pandemia de Covid-19, As empresas do Grupo Cartamundi em todo o mundo se esforçam para abrandar o peso da solidão e do isolamento social, oferecendo o que elas têm de melhor: a mágica de jogar. 


Suas iniciativas trazem distração,companheirismo e um momento de diversão para os grupos mais vulneráveis ​​em suas comunidades locais, incluindo idosos, sem-tetos e crianças e famílias em vulnerabilidade social. 


Um pouco de solidariedade certamente ajuda bastante


No início de abril de 2020, os lares de idosos na província de Antuérpia, na Bélgica, encontraram pacotes incomuns entregues em suas portas. O que havia dentro? Baralhos de cartas para os moradores — idosos vulneráveis ao Corona e à solidão.


Para muitos residentes foi como se reencontrar com velhos amigos: o Ás de Espadas, o Valete de Ouro, a Rainha de Copas. 


Entre os administradores dos lares, a ação foi frequentemente relatada como um gesto emocionante. Iniciativas semelhantes foram replicadas em todos os cantos pela família Cartamundi, dando movimento a uma onda mundial de solidariedade. 


Cada filial ou empresa passou a pensar em como ajudar grupos vulneráveis ​​ou desprivilegiados em suas próprias comunidades.


O gerente global de RSE da Cartamundi, An Christiaen, destaca a importância da dimensão local. 


“Devemos muito aos lugares em que estamos localizados. Sempre e onde pudermos, queremos retribuir o favor. Durante uma crise como a COVID-19, consideramos um dever moral ajudar os necessitados, com base em nossas próprias forças como fabricante global de cartas e jogos de tabuleiro”, assinala.


Na França, por exemplo, os jogos foram doados para casas de repouso e creches. Na Espanha, parte do Grupo Cartamundi, forneceu baralhos para os momentos de distração aos pacientes do hospital temporário IFEMA de Madri, além de médicos e enfermeiros.



Recreação para idosos em tempos difíceis


Aliviar a mente em tempos difíceis é essencial para se manter bem, sobretudo, para aqueles que se veem isolados do mundo exterior. 


Grupo de alto risco, os idosos são dos mais afetados pelas pandemia da COVID-19. Com as casas de repouso em regime fechado, os moradores não podiam receber visitas de parentes e mesmo os que não foram infectados, provavelmente viram amigos e conhecidos sucumbirem à doença.


À medida que as casas de repouso entraram em quarentena, as terapias e atividades internas tiveram que ser suspensas, dificultando ainda mais o já ameaçado bem-estar dos idosos. 


Com tão poucas oportunidades de companhia e conversa, essas pessoas precisavam de alguma distração. A Cartamundi acreditou que jogar cartas poderia ser um bom truque nessa hora. 


“Muitas pessoas mais velhas se lembram de jogos da juventude. Alguns nunca pararam de jogar cartas. Outros até fazem parte de um clube de cartas. Decidimos enviar baralhos, para que pudessem jogar com outros moradores ou mesmo sozinhos”, diz An Christiaen.



Existem muito mais jogos para um só jogador do que você pode imaginar


No início da pandemia, a Cartamundi lançou a plataforma multilingue Stay and Play, que oferece regras para jogos de cartas de todo o mundo de forma acessível.


A Cartamundi doou cartas de baralho com símbolos maiores para facilitar a leitura. Assim que os jogos foram sendo entregues nos asilos da Bélgica, os e-mails de agradecimento começaram a aparecer:


“Nossos moradores estão se divertindo com um jogo de paciência neste exato momento. Mais do que palavras amáveis, seu presente é precioso e emocionante. Obrigado por pensar em nossos residentes neste momento difícil”.


Alguns enviaram fotos de moradores jogando juntos. Herentals, uma cidade a 21 quilômetros da sede da Cartamundi em Turnhout, agradeceu a empresa em sua página no Facebook e compartilhou algumas imagens de residentes que jogavam no asilo Sint- Anna. 


Kelly Huysmans, coordenadora de voluntários da Sint-Anna, agradeceu o gesto.


“Foi bom saber que empresas como a Cartamundi estão pensando em nossos residentes. Disponibilizamos a maioria dos baralhos em nossa sala de recreação. Infelizmente, muitos de nossos residentes não têm mais habilidades cognitivas para jogar. Mas eles se lembram de certos jogos. E as cartas ainda são uma fonte importante de distração para nossos residentes”. 


Zusterhof e Onze Lieve Vrouw, duas casas de repouso em Geel, ficaram
impressionadas com o número de presentes que receberam do mundo exterior: chocolate, flores e cartas de baralho. 


O diretor geral da Zusterhof e Onze Lieve Vrouw, Ludo Gielis, também comentou a reação dos moradores ao receberem os jogos.


“Temos sorte de ter sido poupados do vírus em ambos os nossos lares de idosos. Mas, no início da crise, todas as atividades foram canceladas. Com o passar do tempo, atividades em pequenos grupos foram permitidas novamente. O clube de cartas já pegou os baralhos e começou a jogar”, assinala.


Na Espanha, Cartamundi e Fournier doaram cartas de baralho para asilos no País Basco e em Castilla La Mancha. 


O gerente de uma das casas de repouso, Kontxi Barriga, destacou a importância dos jogos para os idosos. 


“A Fournier esteve com nossos residentes ao longo de toda a vida. Eles passam muito tempo jogando jogos tradicionais espanhóis, como brisca, tute, remigio ou solitário. Além disso, também usamos cartas de baralho como terapia contra a perda de habilidades cognitivas e doenças mentais, como o Alzheimer”, destaca.


Baralhos para pacientes e profissionais de saúde espanhóis


A Espanha esteve entre os países mais atingidos pela COVID-19. Durante semanas, o hospital temporário da IFEMA em Madri foi o centro nervoso e principal símbolo da batalha contra o coronavírus no país.


Quase 4.000 pessoas infectadas com o vírus passaram pelo hospital improvisado no complexo da feira de Madri. 


Médicos, enfermeiros, bombeiros e militares trabalharam dia e noite atendendo os pacientes transferidos para o IFEMA para aliviar os hospitais superlotados. Com a situação estabilizada, o local está, atualmente, fora de serviço.


Com a ajuda da instituição de caridade Diversión Solidaria, a Fournier doou centenas de baralhos tradicionais para o hospital, bem como para distrair os médicos e enfermeiros que ficaram em um hotel compartilhado, antes e depois dos turnos.


 “Quando os trabalhadores chegaram a seus quartos após um dia intenso, pelo menos encontraram um baralho e uma toalha de mesa para jogar paciência”, diz a gerente do hotel, Diana Serban.


Segundo Ana Montero, que trabalha para a Diversión Solidaria no IFEMA, a equipe e os pacientes do hospital ficaram encantados em receber os decks. 


“Um paciente me disse que estava fazendo novos amigos no hospital graças às cartas. Isso prova que os jogos não fornecem apenas entretenimento. Eles podem ajudar a criar relacionamentos sociais, mesmo em tempos difíceis”. 


O gerente de marketing da Fournier, Diego Ruiz de Gauna López, diz que a doação foi uma forma de agradecer o empenho dos voluntários. 


“Construir um hospital em menos de uma semana exige a solidariedade de muitas pessoas. Tivemos que aprontar com algo em que somos bons: jogos de baralho”, comenta.


Fournier também doou mais de 1.500 decks para casas para idosos, abrigos para sem- teto e orfanatos no País Basco, onde está situado Naipes Heraclio Fournier, e Castilla La Mancha. 


A diretora de Assistência Social do governo de Castilla La Mancha, Maite Marín, está convencida de que a doação ajudará as crianças a passar o tempo. 


“As cartas de baralho os incentivarão a permanecer mais ativos e a proporcionar um pouco de diversão para os dias quarentena”, assinala.


Em Bilbao, no País Basco, Sonia Gorbela, que trabalha no abrigo Biztegui para pessoas sem-teto, também agradece as doações.


“Sou muito grata a Fournier por pensar nos sem-tetos. São tempos difíceis para eles, mas as cartas os ajudarão a passar seus dias de uma maneira mais agradável”, exclama.


Para Ruiz de Gauna, da Fournier, jogar em companhia é uma boa atividade para todos os níveis de sociedade. 


“Alguém me disse recentemente: Jogar cartas com minha família por uma noite me ajudou a perceber que eu deveria passar mais tempo com eles a partir de agora. Sem telas, apenas um jogo em boa companhia. Eu pensei que era uma coisa comovente de dizer.”, comenta.


Brincar traz alívio para quem sofre com a pobreza


Para levar jogos e brincadeiras ao alcance de famílias e crianças vulneráveis, Cartamundi fez parceria com três organizações sociais: Goods to Give, na Bélgica, Acompartir, na Espanha, e Agence Don en Nature, na França.


Cada uma dessas organizações visa preencher a lacuna entre o mundo corporativo e o mundo social para combater a pobreza. 


Elas coletam produtos não alimentícios — desde sabão em pó a brinquedos — de empresas e os distribuem para supermercados sociais, onde pessoas carentes podem comprá-los a preços muito baixos.


An Christiaen, da Cartamundi, comenta o trabalho feito junto a essas entidades. 


“Os jogos que doamos foram descontinuados para venda por nossos canais de varejo habituais, mas ainda atraem crianças. Decidimos entregá-los para que todos possam desfrutar. Nós cooperamos pela primeira vez com essas organizações sociais em 2019. Mas, com a crise do corona mantendo as famílias reunidas em casa, a demanda por jogos cresceu. Nossas empresas analisaram o que estava em estoque. A Cartamundi França doou 15.000 jogos que foram distribuídos em todo o país. A Bélgica e a Espanha também fizeram contribuições significativas”, explana.


A Cartamundi França também doou 850 jogos para lares de idosos e organizações de assistência à infância na região de Grand Est, que faz fronteira com Bélgica, Alemanha, Luxemburgo e Suíça. 


No coração do Grand Est fica Nancy, onde está localizada a fábrica da França, Cartes Cartamundi. 


“Faz sentido distribuir os jogos nessa região, pois foi a primeira no país a ser atingida pelo vírus. A Fundação Vincent de Paul agora levará nossos jogos para uma dúzia de casas de repouso e cerca de 20 centros de atendimento a crianças de 3 a 16 anos”, comenta a diretora de comunicações da Cartamundi na França, Alexandra Juy. 


“Estamos orgulhosos de ter contribuído da nossa maneira, colaborando com essa recente onda de solidariedade. Para pessoas vulneráveis, o bloqueio é ainda mais difícil de suportar. Os jogos mantêm as crianças entretidas e iluminam o cotidiano dessas famílias. Imaginar o sorriso no rosto das pessoas que receberam nossos jogos é a melhor recompensa que podemos obter ”, conclui.


Como outras empresas do Grupo Cartamundi, a Cartamundi France disponibilizou jogos e atividades educacionais para todos no país em um formato para impressão e reprodução. 


As crianças podem desfrutar de minigames de Cartatoto enquanto aprendem habilidades de desenho, números ou vocabulário em inglês, ou ainda se reunirem em volta da mesa com a família e jogar o Color Addict.



Uma equipe mundial focada em necessidades locais


Na Alemanha e na Polônia foram doados jogos para casas de repouso para crianças e idosos e em centros de assistência social. 


A Cartamundi Alemanha também fez uma doação para hospitais em Altenburg, onde está localizada a empresa AssAltenburger. Do outro lado do Atlântico, a Cartamundi EUA doou baralhos a um centro que cuida de pessoas com deficiência. 


Veteranos do exército dos EUA também receberam cartas militares da marca. Já a Copag, no Brasil, ofereceu a seus clientes online um baralho de cartas para enviar para aqueles não podem sair de casa. 


A empresa também deu baralhos para pessoas isoladas de grupos de alto risco. “Sempre podemos contar com a Copag. Juntos venceremos ”, comentou um seguidor no Facebook.


An Christiane comenta a necessidade de apoiar as comunidades locais.


“Queremos estar no coração de nossas comunidades e dar uma contribuição positiva sempre que possível. Afinal, precisamos deles para poder operar. Estabelecer iniciativas locais valiosas é uma das maneiras pelas quais tentamos contribuir com cada um desses lugares e contar com a boa vontade de quem vive neles”, sublinha.



O caminho a seguir: uma nova fundação nesta primavera


Na sala da diretoria de Cartamundi, as iniciativas foram bem recebidas. Jean-Louis De Cartier, membro da diretoria, às destacou como “um vislumbre de luz em tempos difíceis”. 


Nos bastidores, uma fundação global da Cartamundi está em construção há algum tempo e será lançada em breve. 


“O vírus traz à tona problemas que não têm recebido a devida atenção, mas que estão presentes na sociedade há algum tempo, como a solidão entre idosos e a pobreza infantil. É por isso que queremos apoiar as pessoas vulneráveis ​​em nosso meio, de uma maneira mais estruturada e bem pensada. Nosso ponto de partida será a importância e a mágica de brincar juntos. Não apenas para crianças e famílias, mas para todos. Os benefícios dos jogos podem ajudar toda a sociedade”,  diz An Christiaen.


A fundação Cartamundi terá como alvo três áreas: educação, saúde e bem-estar e mobilidade social. 


“Estamos determinados a escolher nossos parceiros com sabedoria. Queremos conhecer os grupos de pessoas que estamos tentando ajudar e compartilhar nossa experiência. Essa iniciativa vai além da caridade no sentido estrito da palavra. Nós não queremos apenas doar, mas nos envolver e unir pessoas e gerações”, finaliza An Christiaen.