novidades no seu e-mail?
Mulheres no Poker: vencedoras também nos jogos da mente
O mundo evoluiu, mas muita coisa ainda continua estagnada. Esse é o caso da igualdade e do respeito pelas mulheres. Mesmo com muita luta e conquistas alcançadas, ainda existem muitas dificuldades na rotina delas.
Isso não é diferente quando falamos sobre universo de games e jogos de sorte. Em um local que ainda é majoritariamente masculino, elas buscam, dia após dia, conquistar o seu merecido espaço, mostrando que mulher pode ser e fazer o que quiser e sempre será excelente em tudo o que decidir para si.
No mês que celebra o Dia Internacional da Mulher, criamos um texto específico sobre a saga delas no universo do poker e você pode conferir mais sobre isso com as palavras da nossa embaixadora Dani Feitosa.
Com vocês, Dani Feitosa

Confira um bate-papo que nós, da Copag, tivemos com a Dani Feitosa, mestre de poker, streamer e embaixadora da nossa marca, sobre a mulher inserida nesse universo de jogos (exclusivamente sobre a experiência dela):
-
Desde que você começou a jogar, em algum momento sofreu preconceitos de jogadores mais experientes pelo fato de ser mulher?
Comecei a jogar no final de 2018 e felizmente nunca me senti constrangida numa mesa de poker pelo fato de ser mulher. Comigo nunca aconteceu. Mas, infelizmente, já presenciei algumas situações desagradáveis com outras mulheres. Por mais que esse tipo de comportamento tenha diminuído muito ao decorrer do tempo, de certa maneira, ele ainda existe, não só no poker, mas em toda a sociedade.
-
Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas desde então?
No início eu não dava muita abertura para conversas durante o jogo, ficava com a cara fechada até como uma "defensiva". Afinal, poker é um jogo mais técnico onde qualquer informação pode ser importante. Eu levava a sério demais desde o início por ser extremamente competitiva e isso, de certa forma, por mais que fosse bom, não era saudável para uma iniciante que deveria estar se "divertindo".
Então uma das maiores dificuldades no início foi conseguir "relaxar e entrosar mais" enquanto estava jogando, pois eu ficava sempre na defensiva, e o poker é sobre atacar e conhecer o adversário. Depois que consegui passar essa fase, as maiores dificuldades mesmo foram relacionadas à parte técnica do jogo, pois é extremamente complexa. Saber as regras não é nem 10% do que se precisa para ser um jogador bom.
-
No processo de aprendizado, você teve auxílio de alguém próximo? Teve o apoio ou a ajuda de algum jogador homem?
Sim! Meu marido foi a pessoa que me apresentou o jogo, me ensinou as regras e também me levava aos clubes para jogar. Inclusive, é a pessoa que mais me incentivou na carreira. Ele não é jogador profissional, mas sempre gostou muito de jogar de forma recreativa e ir a torneios ao vivo.
Neste processo de aprendizado, também tive o apoio direto e indireto de vários jogadores muito bons como Caio Brás, André Akkari, e todos os responsáveis pelo time de poker que jogo, o Step Team, pois desde sempre viam algum potencial em mim.
-
Como você se sente ao jogar com homens? Percebe alguma alteração no comportamento deles comparado com outros homens?
Me sinto confortável. Sou engenheira civil de formação e sempre trabalhei em ambiente predominantemente masculino, então isso me ajudou muito nesta adaptação ao poker.
Em relação ao comportamento, de modo geral, acredito que a maioria dos jogadores acreditam que as mulheres não "blefam" o suficiente e jogam de forma mais segura. Então tentam usar desta informação muitas vezes para serem mais agressivos contra as jogadoras mulheres, por achar que elas têm essa característica. E nós, em contrapartida, usamos essa "visão" deles a nosso favor.
-
Tem alguma situação curiosa ou engraçada que você viveu e que possa nos contar?
Situação específica não me lembro de nenhuma... mas sempre tem aquelas situações de durante uma jogada super agressiva de nossa parte, onde o oponente tem certeza que tenho o Nuts, ou um par alto, no final da mão o showdown ser uma mão aleatória naipadinha conectada. Afinal, nós também gostamos delas.
-
Você se sente incluída nos grupos de jogadores? Se sim, eles te integraram com facilidade ou você precisou ter a iniciativa?
Me sinto incluída e bem recebida nas mesas e, de vez em quando, faço questão de dar umas palavrinhas pra quebrar o gelo da mesa e dar uma animada no ambiente, pois assim como eu era "fechada" lá no começo da carreira, sinto que pode ter pessoas na mesa na mesma situação e que precisam daquele empurrãozinho pra descontrair.
Uma bela oportunidade para as mulheres que têm receio de iniciar a carreira no poker ou até ir jogar um torneio ao vivo devido ser um ambiente masculino, hoje em dia tem torneios exclusivamente femininos, os Ladies Event, e considero eles de extrema importância por ser uma porta de entrada para essas mulheres no mundo do poker, pois lá se sentem mais à vontade e, aos poucos, vão se adaptando ao ambiente do jogo para depois se sentir mais confiante de jogar em torneios mistos.
Mais mulheres que fazem história no cenário do poker brasileiro
Desde o início da atividade no Brasil, sempre houve jogadoras que conquistaram resultados impactantes e auxiliaram na popularização do jogo entre elas. O primeiro grande feito veio com Gabriela Belisário em 2008: primeira mulher campeã do Main Event do BSOP Belo Horizonte.
Por seis anos, a psicóloga seguiu no cenário como a única dona do feito. Mas, em março de 2014, ela ganhou uma companheira: Igianne Bertoldi. A jogadora desbancou o field de 569 entradas e venceu o BSOP Foz do Iguaçu. Em 2015, Renata Teixeira ficou com a segunda colocação no Main Event do extinto LAPT (Latin American Poker Tour). No mesmo ano, ela alcançou mais quatro mesas finais no circuito e terminou na segunda colocação do ranking do LAPT.
Em 2017, elas mostraram o seu valor na WSOP (World Series of Poker), para os leigos, a Copa do Mundo do Poker: Vivian Saliba engatou no Pot-Limit Omaha Championship e terminou na 11ª colocação. Depois, enfrentando o gigantesco field de 10.185 entradas do Crazy Eights, Vivian se tornou a primeira brasileira a alcançar uma mesa final de WSOP, terminando na quarta colocação.
No ranking de jogadoras que mais acumulam premiações no circuito live, Vivian Saliba aparece na ponta com US$ 589.355. Na sequência, vem Carol Dupre e Dayane Kotoviezy, que possuem US$ 304.718 e US$ 293.145, respectivamente.
Mês da Mulher é na Copag!
No mês em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, disponibilizamos muitas ações, promoções e lançamentos em alusão à data.
Para não perder nenhuma novidade, cadastre-se em nossa news aqui e já fique de olho nas redes e na sua caixa de entrada!
