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A importância da saúde mental em tempos de pandemia e isolamento social

31.12.1969

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Tag curiosidade A COPAG

Desde meados de março de 2020, quando a pandemia chegou ao Brasil, nossa vida mudou. Afetando consideravelmente a saúde. Por isso, cuidar da saúde mental em tempos de pandemia é extremamente importante. 

 

Isolamento social, distanciamento adequado, fechamento de estabelecimentos. Ficamos mais em nossas casas, deixamos de encontrar quem mais amamos. 

 

Começamos a navegar muito mais no mundo virtual, trabalhamos em home office, realizamos reuniões por videoconferências, assistimos a shows por lives e jogamos de forma online com mais intensidade.

 

Mas, mesmo diante de todas essas transformações, um fator muito importante acabou ficando de lado: a saúde mental. 

 

As mudanças extremamente significativas no mundo também afetaram nossas vidas, onde precisamos nos adaptar instantaneamente ao novo normal, sem que pudéssemos nos preparar para tal.

 

Pensando em tudo isso e na importância de cuidar ainda mais da saúde mental em tempos de pandemia, a Copag resolveu, não somente criar esse texto falando sobre o assunto, como também fez uma palestra para seus colaboradores, com o intuito de ajudá-los nesse importante processo de adequação a essa que chamamos de “nova vida”. 

 

Por acharmos um assunto necessário para todos, decidimos compartilhar com você. Que tal conferir um pouco mais sobre o que a psicóloga Caroline Braga Sirino conversou com a equipe da Copag? Temos certeza de que será útil também para o seu dia a dia!

 

Confira o que rolou no bate-papo com a psicóloga Carol. 

 

 

Dúvidas sobre a saúde mental em tempos de pandemia? A psicóloga responde 

Vamos trazer alguns questionamentos respondidos pela Carol Sirino, resumindo tudo o que aconteceu no bate-papo tão bacana entre ela e os colaboradores da Copag.

 

 

Como manter o bem-estar e cuidar da saúde em tempos de distanciamento social?

 

O fato de compreendermos a necessidade do isolamento social e outras medidas de controle da disseminação do vírus não diminui o impacto negativo em nossa saúde mental e integral. 

 

Por isso, além de nos adaptarmos às novas medidas sociais, ocupacionais e de segurança em saúde, é necessário manter a atenção e promover algumas ações intencionais de bem-estar, a fim de gerenciar a ansiedade e o estresse potencializados pelo período de pandemia.

 

Durante uma pandemia é esperado que estejamos frequentemente em estado de alerta, preocupados, confusos, estressados e com sensação de falta de controle, principalmente neste contexto incerto. 

 

As oscilações de humor, sinais e sintomas referentes ao desequilíbrio emocional e/ou o agravamento dos diagnósticos em saúde mental são esperados, dado o contexto. 

 

Dificilmente iremos escapar do mal-estar coletivo gerado pela pandemia, no entanto podemos direcionar nossa atenção para o que podemos controlar. O primeiro passo é parar e observar como estamos lidando com tudo.

 

Apesar de todos serem impactados pela pandemia em algum nível, cada pessoa está lidando com recursos e desafios diferentes. Alguns foram impactados financeiramente, outros perderam pessoas queridas, talvez tiveram que deixar suspenso no tempo planos que estavam tão próximos, ou até mesmo lidando com todos esses desdobramentos e muitos outros. 

 

Quando paramos para sair do automático e observar como lidamos com todos esses desafios, conseguimos identificar por onde começar e intervir.

 

Não existe receita mágica ou que sirva para todo mundo da mesma forma. O que existe são os diferentes caminhos de cuidado. 

 

O principal caminho é lembrar que existe apoio profissional para ajudar a passar por esse período. Tudo bem buscar o cuidado por meio de psicólogos, médicos psiquiatras e outros profissionais de saúde.

 

Evitar comparações ajuda a descobrir o que funciona para você. Tente diminuir o nível de autocobrança. 

 

Tudo bem não estar bem o tempo todo e vivenciar sentimentos mais difíceis, como se sentir triste, assustado ou menos produtivo que o habitual. Reconhecer as emoções é um caminho de cuidado. Não é saudável negligenciar nossos sentimentos. 

Dessa forma, conseguimos elaborá-los e abrir espaço para outras sensações. O cotidiano também exige uma rotina que inclua o autocuidado para promoção da saúde integral.

 

 

Por que a falta do convívio social impacta a saúde mental? Como podemos melhorar essa situação mantendo as restrições adequadas?

 

 

O convívio social é fundamental para o ser humano, para nossas relações, conexões com a comunidade, com o trabalho, além de ser uma fonte importante de gratificação, que produz substâncias que fazem bem ao organismo.

 

 

Estar isolado não é uma punição, estamos contribuindo para o bem comum. Tudo voltará ao normal em breve. Enquanto isso, podemos explorar a tecnologia para estarmos juntos, mesmo longe. 

 

Hoje, amar os nossos avós, nossos pais, as pessoas queridas das nossas vidas e que estão nos grupos de risco, é amar não dando beijo e abraço, mas mantendo distância física segura para que permaneçam saudáveis. 

 

Resgatar o velho e bom hábito de uma ligação telefônica, estar realmente presente ao enviar uma mensagem ou participar de uma chamada de vídeo fará a diferença.

 

Experimente participar de grupos de leitura, de filmes, de receitas e outros interesses. Pode ajudar a conectar as pessoas. E se você ainda não achou um grupo, que tal montar um?

 

 

Como a pandemia está refletindo em nossas emoções e por quê?

 

 

Quando o ser humano enfrenta situações de crise, é comum que a nossa primeira reação seja o medo, com respostas autodefensivas e de sobrevivência. 

 

Alguns comportamentos compulsivos tendem a se intensificar quando estamos nesse lugar, e isso tem relação direta com a forma que estamos lidando com a nossa ansiedade. 

 

Por exemplo: exageros na alimentação, escolhas não saudáveis, excesso de álcool e cigarro e outras oscilações de comportamento.

 

Durante o isolamento, é esperado que estejamos frequentemente em estado de alerta. No entanto, não devemos achar que nada há a ser feito ou cuidado.

 

Podemos promover algumas ações intencionais de bem-estar para ajudar a gerenciar melhor a ansiedade e passar por esse período com mais qualidade de vida.

 

 

 

Por onde devemos começar a cuidar da nossa saúde mental?

 

 

Para lidar com a ansiedade, medo e outras reações potencializadas pela pandemia e seus desdobramentos, a conscientização e multiplicação do cuidado em saúde mental é fundamental. 

 

A pandemia evidenciou que não priorizamos esse cuidado e não somos tão informados sobre o assunto. O nosso cuidado emocional e mental faz parte da nossa saúde integrada.

 

Em outras palavras, o autocuidado pode ser praticado a todo instante. Quando você toma uma decisão que visa o seu bem-estar psicológico, emocional e físico, está cuidando de você.

 

Comece descobrindo por onde começar (autocuidado físico, mental, social, emocional, financeiro) e dê o primeiro passo em direção ao seu cuidado.

 

 

 

Jogos podem ajudar na saúde mental, como, por exemplo, os jogos de cartas (online ou presencial)?

 

 

Saúde mental também é ter qualidade de vida cognitiva, essa que envolve o nosso pensamento, a inteligência, a percepção, a compreensão e também a memória, entre outros aspectos. 

 

O processo cognitivo inclui a consolidação e a recuperação de toda informação que aprendemos.

 

Melhorar a memória e sua preservação são temas muito estudados, e até o momento se sabe que desenvolver atividades desafiantes, como jogos de raciocínio estimula a atividade cerebral a criar novas conexões. 

 

No entanto, não podemos nos limitar a essas estratégias, pois estes jogos, depois de aprendidos, dificilmente se tornam desafiantes o suficiente para o cérebro continuar a criar novas conexões, mas podem contribuir para treinar a atenção focada.

 

Nossa saúde mental também conta com dedicação a momentos de lazer, prazer e relaxamento. Descobrir aquilo que é saudável e faz bem para o nosso entretenimento é fundamental. 

 

Momentos assim nos auxiliam a gerenciar a ansiedade, estimular a criatividade, conectar com outras pessoas, tirar o foco de problemas ou impasses que não encontramos soluções, e ao retomar dessa “folga” conseguimos visualizar novas alternativas ou novas perspectivas. 

 

Jogos são válidos em uma busca equilibrada e saudável em conjunto com outras atividades do cotidiano. Ressalto a importância do cuidado para pessoas que lidam com transtorno de jogo compulsivo, portanto outras atividades podem ser escolhidas no lugar de jogos, além do tratamento com profissionais da saúde, que é fundamental. 

 

As atividades são inúmeras, o caminho do autoconhecimento é que nos levará a descobrir o equilíbrio e aquilo que nos faz bem.

 

Ainda tem mais. Fica ligado!

 

A gente falou sobre vários outros assuntos ligados ao tema no bate-papo com a Carol e os colaboradores e também realizamos uma entrevista com a Carol (as perguntas acima citadas foram só o começo).

 

 

Para conferir a entrevista completa, clique aqui! 

 

Tem muitas dicas, ideias, sugestões e compartilhamento de informações importantes sobre saúde mental em tempos de isolamento social e pandemia. Vale a pena conferir!

 

 

A Copag se preocupa com você!

 

Estamos sempre em busca do bem-estar dos nossos colaboradores, parceiros, clientes e público em geral. 

 

Nosso objetivo é oferecer conteúdos que divirtam e transformem para melhor o seu dia a dia, além de desenvolver suas habilidades.


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